Brasil de verdade, política com bom-humor

quarta-feira, outubro 18, 2006

Lamaçal & a Veja

Recebi de pessoa com toda a credibilidade.
 
A Veja desta semana, que está nas bancas, foi a derradeira chance para a corja do PT tentar fazer a "limpeza da cena do crime". O objetivo foi simplesmente colocar os quadrilheiros de Lula contra a parede, para lhes dar uma chance definitiva. Inclusive para o próprio futuro ex-presidente Lulla, que como Veja provará em sua próxima edição está envolvido até o fundo do gargalo.
 
Ao longo da semana, Veja entrou em contato com membros da campanha e do governo, abrindo a sua edição nº 1978 para que os responsáveis se
manifestassem a respeito da origem do dinheiro. Não houve acordo. Acharam
que era blefe...
 
Após tomarem conhecimento do conteúdo da revista que está nas bancas, e
temendo o conteúdo da edição nº 1979, a corja entrou em pânico.
 
Veja foi procurada durante todo o fim de semana prolongado por toda a equipe do MAG (ou o que ainda resta dela, pois já há ratos abandonando o navio) e principalmente por Márcio Tomas Bastos e Tarso Genro, além da Marta Suplicy, que procuraram sem sucesso localizar um Civita ou qualquer outro editor da Abril que estivesse disponível.
 
Agora, porém, a ordem expressa é que não atendam emissários do PT exceto se o partido manifestar-se clara e oficialmente sobre a origem da grana.
 
Ocorre que Veja já tem a edição fatal nº 1979, absolutamente pronta, com
todo o percurso dos dólares dos Estados Unidos para cá.
 
O mais surpreendente é que as investigações dos repórteres esbarraram com a Polícia Federal, que tentou impedir seu trabalho em várias etapas do
processo e mesmo assim chegaram às estarrecedoras conclusões.
 
Mas a surpresa não pára aí: junto com as investigações do dossiê Vedoim,
surgiram vários outros documentos a respeito de todo o lamaçal que tomou conta do governo.
 
É uma edição que torna desnecessário o segundo turno das eleições._

quarta-feira, setembro 13, 2006

Dez trechos do livro “Viagens com o Presidente”, recém lançado.

Este é um baixo-relevo de nosso presidente. Quando o Brasil renunciou à inteligência - há mais de vinte anos, agravando a cada nova eleição -  nunca imaginei que chegaria à isso. O pior é que o país ainda quer muito mais do mesmo.

Seria mesmo um caso de "Síndrome de Helsinque"? Estou mais inclinado a achar que se trata de um surto psicótico coletivo, induzido por anos sugestão pavloviana.

Fora Lula!

Dez trechos do livro "Viagens com o Presidente", recém lançado.


O livro foi escrito pelos jornalistas Eduardo Scolese (Folha de São Paulo)

e Leonencio Nossa (O Estado de São Paulo) que atuam no Comitê de Imprensa do Palácio do Planalto.


Os episódios sucedem-se aos montes no relato feito pelos dois jornalistas de algumas das 423 viagens que Lula fez

desde sua posse até abril passado,das quais 91 para o exterior. Em 36 meses de governo, Lula visitou, em média, um município a cada quatro dias.


1. Nas viagens internacionais,logo no início do trajeto de volta ao Brasil, Lula costuma chamar o Ministro Celso Amorim e um Oficial da Aeronáutica à sua cabine e, com a ajuda de um grande mapa-múndi, trata de ficar imaginando quais poderiam ser os próximos países a serem visitados.

A rotina, então, é questionar Amorim sobre as características dos países apontados por ele no mapa e ao militar pergunta a respeito das questões técnicas das rotas imaginadas, como escalas e trajetos viáveis à aeronave.


2. Numa tarde de calor infernal, o presidente Lula estava suado, abraçando e beijando admiradores numa cidadezinha da Bahia,e pediu uma toalha, com urgência. O ajudante de ordens ouviu e saiu meio desajeitado, lento, e Lula, irritado, comentou: "Olha o bundão, lá vai o bundão pegar a minha toalha". Ninguém estranhou. O governo mal começava, mas o descaso com as boas maneiras já era rotina no Planalto.


3. "Cadê as cartilhas, porra?" Esbraveja o Presidente da República. O ajudante de ordens tenta se desculpar. O Presidente está uma fera,elevando o tom da voz na frente de todos. Vermelho de raiva, Lula grita ao funcionário: "Como é que não trouxe as cartilhas, seu incompetente!"


4. "Tá vendo? Eu não tenho mesmo curso superior, mas quem carrega papel para mim tem. . .

Todos eles têm curso superior", disse Lula a um ministro, depois de receber um discurso das mãos de um assessor.


5. Numa audiência com a Ministra do Meio Ambiente, Marisa Silva, na época em que o governo começava a discutir a transposição de parte das águas do Rio São Francisco, o presidente ouve atentamente a opinião contrária dela e os argumentos favoráveis dos técnicos das empreiteiras. Após ouvi-la, Lula consola a Ministra:

- Marina, essa coisa de meio ambiente é igual a exame de próstata, não dá para ficar Virgem a vida toda. Uma hora eles vão enfiar o dedo no cu da gente. Então, companheira, se é para enfiar, que enfiem logo.


6. No final do primeiro ano de governo,Lula vai ao Egito e visita o Museu do Cairo. Naquele dia, o primeiro comentário ocorre quando é informado de que a tumba do faraó Tutancâmon foi a única entre as dos imperadores egípcios a resistir aos ataques de saqueadores:

- "Veja desde quando vem o crime organizado!" A seguir, é a vez da primeira-dama soltar a sua apreciação, ou ouvir do guia que os egípcios seguiam setenta mandamentos, e não apenas dez:

- "Imagine, setenta. É muito pecado!"


7. Lula, durante viagem ao Japão, a um assessor que queria fazer-lhe um relato das atividades da CPI dos Correios, nesse dia: "Deixa eu te dizer uma coisa, meu caro. É o seguinte.

Se você tiver que dar uma noticia ruim a um companheiro, não faça isso à noite, pelo amor de Deus. Se tiver passado das nove da noite, primeiro que não vai ter tempo para resolver mais nada naquele dia, e segundo, você ainda vai fazer o favor de estragar o sono do companheiro.

Ele não vai conseguir dormir mais com aquela coisa martelando na cabeça." O Presidente olha o assessor e solta mais uma preciosa dica: - "Ah, e de preferência também não dê uma notícia ruim a um companheiro pela manhã. Não dê, não dê. Isso vai fazer o companheiro começar o dia num baita mau humor. É horrível."


8. Na viagem que fez à Bolívia em janeiro de 2006, Lula fica irritado ao ler um artigo de jornal que aponta algumas falhas na política agrária do governo federal: - "Tem que mandar esse cara aqui tomar no cu. A gente aumenta o número de contratos da agricultura familiar, faz uma reforma agrária de qualidade e investe no agronegócio e ainda tem que ler isso aqui?"

-Ao notar o silêncio dos assessores, Lula prossegue o ataque:

- "Num caso como esse não tem jeito, meus caros, não tem jeito. Tem que mandar tomar no cu mesmo, não tem outro jeito."


9. Numa sessão de cinema, no Palácio da Alvorada, num dos raros momentos em que o Presidente se dispõe a bater papo com senadores e deputados, ele foi questionado, em tom de brincadeira, pela senadora Ana Julia, do PT paraense.

--Presidente, diga para nós. O que existe de fato entre o senhor e o governador sergipano João Alves?

- "Eu sempre quis foder o João Alves. Já fiz aliança com todo mundo lá,com o Albano Franco, com o Almeida Lima. Eu faço aliança com qualquer um para foder o João Alves. Esse eu quero foder de qualquer jeito."


10. Na suíte presidencial de um hotel de Georgetown ao receber de um assessor o texto do discurso que fará sobre o combate mundial à fome.

Diante do Ministro Celso Amorim e de funcionários do Palácio do Planalto e do Itamaraty, o presidente folheia rapidamente a papelada e a arremessa a metros de distancia: - "Enfiem no cu esse discurso, caralho. Não é isso que eu quero, porra. Eu não vou ler essa merda. Vai todo mundo tomar no cu. Mudem isso, rápido."


sexta-feira, setembro 08, 2006

Mais links fundamentais

Mais cidadãos se engajam na  luta para desmascarar  Lula e sua quadrilha.
Siga os links:
- http://alertabrasil.blogspot.com/
- http://alertatotal.blogspot.com/
- http://www.midiasemmascara.com.br/

Ligação PT x PCC: "É para eleger o Genoíno"

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Informações sobre os últimos fatos sobre PCC X PT e a revista Veja.

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Recomendações do PCC

Veja mantém na internet gravações com alusão a Genoíno

por Priscyla Costa

O Tribunal de Justiça de São Paulo cassou a decisão que obrigava a revista Veja a retirar as alusões ao ex-presidente do PT, José Genoíno, feitas em uma série de reportagens sobre a suposta ligação entre o partido e a organização criminosa PCC.

A decisão é da 4ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo. A Editora Abril foi representada pelos advogados Lourival J. Santos e Alexandre Fidalgo. Cabe recurso.

Na segunda-feira (4/9), a juíza Camila de Jesus Gonçalves Pacífico, da 1ª Vara Cível de Pinheiros, São Paulo, concedeu a liminar para que a Abril e a revista Veja alterassem o conteúdo de reportagem sobre Genoíno. A reportagem foi publicada na edição número 39 da revista. Ela aborda a ação movida pelo Ministério Público de São Paulo contra 25 pessoas acusadas de envolvimento com o PCC e a existência de escutas telefônicas com conversas de supostos integrantes do PCC.

A revista Veja ainda reproduz um diálogo telefônico em que um suposto integrante da facção criminosa recomenda que todos os familiares, amigos e conhecidos de presos ligados ao PCC a votar no petista José Genoíno, candidato ao governo de São Paulo nas eleições de 2002. Genoíno é candidato a deputado federal nas eleições de outubro deste ano.

A juíza considerou que não há elementos concretos que provem a existência de elo entre o PT e o PCC. Ela concedeu parcialmente a tutela antecipada e mandou retirar da internet o conteúdo editado da conversa. A juíza ordenou que fossem retiradas também da internet os trechos da gravação da conversa dos supostos criminosos em que o petista é mencionado.

O Tribunal de Justiça modificou o entendimento. A 1ª Vara Cível de Pinheiros já está sendo notificada sobre a decisão.

Revista Consultor Jurídico, 6 de setembro de 2006

Sobre o autor: PRISCYLA COSTA É REPÓRTER DO CONSULTOR JURÍDICO


 
 
 
Edição 1969 . 16 de agosto de 2006

Brasil
O PCC ataca. Mas também leva

Na semana em que agiu pela terceira vez, a
facção tornou-se alvo da mais contundente
denúncia já apresentada à Justiça


Juliana Linhares e Camila Pereira


Fotos Jorge Santos/Oeste Notícias/Pagos e Tiago Brand/AE
Marcos Camacho, o Marcola, que sempre negou pertencer ao PCC: liderança confirmada nas gravações


NESTA REPORTAGEM
Quadro: Trens da alegria, só no Brasil

EXCLUSIVO ON-LINE
Em Profundidade: Crime Organizado

Cumprindo uma ameaça e um calendário que já registra quase uma investida por mês, a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) deflagrou, na semana passada, a terceira onda de terror no estado de São Paulo. Desta vez, o pretexto para os atentados foi pressionar o governo a voltar atrás na decisão de transferir quarenta detentos ligados à organização para a prisão federal de Catanduvas (PR), distante quase 1.000 quilômetros de São Paulo e pioneira no regime de isolamento total (veja o quadro ). De segunda a quarta-feira, integrantes da máfia formada por presos e ex-presos das cadeias do estado desferiram mais de 100 ataques contra prédios públicos, forças de segurança, agências bancárias, postos de gasolina e supermercados. Mais de trinta ônibus foram incendiados ou atingidos por tiros. As ações envolveram o uso de armas de fogo, bombas, granadas e coquetéis molotov. Numa das mais violentas, em Cotia, na Grande São Paulo, dois homens foram mortos em tiroteio com policiais militares depois de arremessar um coquetel molotov e atirar contra um prédio da prefeitura. Na capital, uma bomba de fabricação caseira, acionada por controle remoto, explodiu de madrugada na porta do Ministério Público Estadual, no centro da cidade. O impacto da explosão abriu um buraco no chão, danificou o teto e destruiu o detector de metais e a aparelhagem de raio X da recepção do prédio. Não houve feridos.

A desolação diante de mais uma investida do crime organizado no estado só não foi maior do que a causada pelo espetáculo de incapacidade e oportunismo encenado por autoridades estaduais e federais. Os destaques foram para o secretário de Segurança Pública do estado, Saulo de Castro Abreu Filho, e o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. A pretexto de discutir a demora no envio de uma verba de 100 milhões de reais que o governo federal prometera a São Paulo para a construção de novos presídios, secretário e ministro protagonizaram um constrangedor bate-boca pela imprensa, em que cada um se esmerou para mostrar o que tem de pior. Thomaz Bastos – usando do mesmo talento retórico que empregou no governo para ajudar o presidente Lula e seus colaboradores a livrar-se de enrascadas com a Justiça – enrolou, tergiversou e, por fim, declarou que ainda não mandara os 100 milhões de reais porque não costuma "jogar dinheiro pela janela". Saulo respondeu à maneira de Saulo: com modos e linguagem iguais aos que adolescentes malcriados empregam em brigas de rua. Dizendo-se convicto de que São Paulo não veria a cor do dinheiro do governo federal tão cedo, desafiou o ministro a apostar seu emprego contra o dele, caso estivesse errado. "É cargo por cargo", proclamou (na sexta-feira, o dinheiro foi finalmente depositado na conta de São Paulo, mas, até o fim do dia, não se tinha notícia de que o secretário houvesse pedido demissão). Entre os sofismas de Thomaz Bastos e as bravatas de Saulo, sobrou espaço para mais uma performance do governador Cláudio Lembo, aparentemente vítima de uma bipolaridade galopante. O mesmo Lembo que, diante dos primeiros ataques do PCC, havia declarado que o crime organizado era "perigosíssimo" e que a onda de violência era fruto da "maldade da elite branca", parecia ter mudado de idéia na semana passada. Segundo o governador, a nova onda de ataques do PCC não passa de "um modismo ridículo e estúpido", obra de "adolescentes".


Celso Junior/AE
Raimundo Pacco/Folha Imagem
O ministro Márcio Thomaz Bastos e o secretário Saulo de Castro (à direita): enquanto São Paulo pega fogo, um sofisma e o outro bravateia

Nesse espetáculo de equilíbrio e sensatez, a Justiça também deu sua contribuição. Na semana passada, a juíza Isaura Cristina Barreira, da Vara de Execuções Criminais, decidiu manter a autorização para que 707 presos da capital paulista deixassem as cadeias para comemorar o Dia dos Pais nas ruas. O Ministério Público (MP) havia pedido a suspensão da medida, alegando que, neste momento, sua manutenção seria "extremamente temerária à segurança". Em todo o estado, o número de detentos que serão autorizados a passar o Dia dos Pais em liberdade temporária deve chegar a 11.000. Segundo a PM, pelo menos 113 desses presos têm ligação com o PCC. O MP tem boas razões para temer os efeitos do benefício. A última saída temporária em massa de presos paulistas ocorreu no Dia das Mães – e não deixou boas lembranças. Foi nessa ocasião que o PCC desferiu sua primeira onda de ataques, que terminou com 54 feridos e 152 mortos. Pelo menos dezesseis dos criminosos que participaram dos atentados, apurou o MP, eram presos beneficiados pela autorização de saída temporária. Para Walter Maierovitch, especialista em crime organizado e presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone, a Justiça deveria ter suspendido o benefício há mais tempo. "Agora, a temperatura está altíssima. É preciso pensar na tranqüilidade da maioria dos cidadãos, e não na dos presos", afirma Maierovitch.

Na mesma semana em que desferiu sua terceira onda de ataques em três meses, o PCC também recebeu o que pode vir a ser um duro golpe. Na noite de quarta-feira, ainda sob o fogo cruzado dos atentados, o Ministério Público Estadual ofereceu à Justiça a mais robusta denúncia já feita contra membros da facção desde a sua criação, em 1993. O documento, ao qual VEJA teve acesso, tem 127 páginas e reúne provas que incriminam 25 membros do PCC – incluindo os líderes Marcos Willians Herbas Camacho, o "Marcola", Julio Cesar Guedes de Moraes, o "Julinho Carambola", Rogério Jeremias de Simone, o "Gegê do Mangue", e peças-chave da organização, como a advogada Maria Cristina Rachado. Para formulá-lo, o MP baseou-se em cinco anos de investigações feitas em conjunto com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e em mais de 200 horas de gravações telefônicas. O trabalho resultou num dos mais completos relatos sobre a organização criminosa fundada por presos do extinto presídio conhecido como Anexo do Taubaté. Além de traçarem um quadro minucioso da estrutura e hierarquia da facção, incluindo os salários de seus membros (300 reais por semana para os "recolhes", criminosos responsáveis por recolher dinheiro nas prisões, e 1.250 reais semanais para encarregados da contabilidade, por exemplo), os investigadores relatam detalhes daquilo que, afirmam, era o principal negócio do PCC: o comércio de cocaína dentro das prisões – um monopólio da facção. Conforme revela um papelório apreendido nas investigações (veja quadro), apenas em vinte presídios do estado o PCC chegava a vender uma média de 130 quilos de cocaína por mês. Cada quilo (ou "cesta", no código da organização) era comercializado por 4.000 reais. A droga vinha do Paraguai e da Bolívia e era levada às cadeias por mulheres de presos – chegava acondicionada em preservativos que elas introduziam nos órgãos genitais.

Mais importante do que esmiuçar o modus operandi da organização, no entanto, o maior trunfo do documento apresentado pelo MP à Justiça talvez tenha sido provar o que todo mundo já sabia: que Marcola é o líder máximo do PCC. Comprovar esse fato aparentemente banal era uma tarefa tão difícil quanto fundamental para a investigação. Cauteloso e inteligente, Marcola nega pertencer à quadrilha. Jamais fala ao celular e nunca foi flagrado dando ordens diretas a integrantes da facção. Diante dessa situação, enviá-lo ou mantê-lo sob o rigorosíssimo Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) sempre foi uma tarefa espinhosa. Isso porque, para que a Justiça autorize a transferência de um preso para o RDD, é preciso que se prove, por exemplo, que ele incita a subversão no sistema carcerário. Com as conversas interceptadas agora, o trabalho ficou mais fácil. Em um dos diálogos captados, uma integrante do PCC, identificada como C.P.A., conversa com um membro do Comando Vermelho preso no Rio. Em dado momento, ele pergunta a ela se Marcola é "o bravo (líder, na linguagem da bandidagem) do Primeiro Comando da Capital". C.P.A responde positivamente, acrescentando que o bandido é também "bonzinho". Os investigadores estão convencidos de que diálogos como esses garantirão a Marcola pelo menos mais um ano sob o RDD.

A denúncia oferecida pelo Ministério Público foi encaminhada à 3ª Vara Criminal da Capital. Caso ela seja aceita, os 25 denunciados – a maioria dos quais está presa em caráter provisório – poderão aguardar o julgamento confinados em uma das temidas celas do RDD. Para os investigadores, essa medida, mais a iminente transferência de quarenta líderes da quadrilha para o presídio de Catanduvas, de isolamento total, marcaria o começo do fim do PCC. Já não seria sem tempo.

 

O CONTRA-ATAQUE DO MP


Papel obtido pela polícia mostra a venda de "cestas" (quilos de cocaína) nas cadeias; acima, mensagem em que o PCC ordena o segundo ataque. Entre as ordens: pichações contra o governo Alckmin e olho nos "viagras" – agentes penitenciários, no código da facção

 

AS FITAS DO PCC

Desde o primeiro ataque massivo do PCC em São Paulo, espalhou-se a notícia da existência de gravações telefônicas que revelariam uma suposta ligação da máfia dos presídios com políticos do PT. VEJA teve acesso a uma série de diálogos entre membros da organização criminosa, interceptados pela polícia, contendo referências ao PT e ao PSDB. Neles, fica evidente a simpatia do PCC pelo PT, bem como a aversão da organização pelo PSDB (foi na gestão tucana, em 2003, que o estado de São Paulo implantou em alguns presídios o temido RDD – Regime Disciplinar Diferenciado, que prevê isolamento rigoroso e é odiado pelos detentos). Nenhuma das conversas às quais VEJA teve acesso, no entanto, comprova a existência de elo entre o PT e o PCC.


Agliberto Lima/AE
José Genoíno, durante campanha para o governo de São Paulo: o PCC o preferia

"É PRA ELEGER O GENOÍNO"

Maria de Carvalho Felício, a "Petronília", então mulher de José Márcio Felício, ex-líder do PCC, transmite ao preso José Sérgio dos Santos, a quem chama de "Shel", orientação repassada por um líder da organização sobre as eleições de 2002

Maria de Carvalho Felício: Ele mandou uma missão pro Zildo (piloto-geral de Ribeirão Preto). Vamos ver se o Zildo é capaz de cumprir.

José Sérgio dos Santos: Tá bom. Você quer passar pra mim ou dou particularmente pra ele?

Maria: Não, não. Ele quer festa (ataques) até a eleição. E é pra eleger o Genoíno. E, ser for o caso, ele vai pedir pro pessoal mandar as famílias não irem nas visitas pra votar, entendeu? Ele falou que um dia sem visita não mata ninguém. Ele falou: "Fica todo mundo sem visita no dia da eleição pra todo mundo votar pro Genoíno".

Santos: Não, mas isso... Acho que todo mundo... A maioria das mulher de preso... Vai votar no Al? Nunca.

Maria: Então, é pra pedir isso. Se, por exemplo, a mulher vai, daí a mãe, a irmã tudo vota pro Genoíno. Se só a mulher que vota, então essa mulher não vai na visita e vota no Genoíno. É pra todo mundo ficar nessa sintonia: Genoíno.

Santos: E é dali que vem, né?

Maria: Isso. É o (incompreensível)

Santos: Tá bom.

Maria: Tá bom, então?

Santos: Tô deixando assim um boa-tarde aí. Se cuida agora. Vai descansar.

Exclusivo on-line
Ouça o trecho


"É XEQUE-MATE, SEM MASSAGEM"

Conversa entre dois integrantes não identificados do PCC interceptada às vésperas de um dos ataques em São Paulo

A: A chapa esquentou pra nóis, hein, irmão.

B: Por quê?

A: Olha o salve do dia aqui. Geral aqui, que eu acabei de pegar com o Cara Branca: "Todos aqueles que são civil, funcionário e diretores e do partido PSDB: xeque-mate, sem massagem. E todos os irmãos que se (incompreensível) será cobrado com a vida. Salve geral, dia 12/6". Peguei ele meio-dia.

B: Fé em Deus. Você tá aí na quebrada, irmão?

A: Tô aqui na quebrada. Vem pra cá que nós vamos puxar esse bando. Eu vou arrumar um menino bom pra nóis derrubar esse baguio aí, tio.

B: Então, é o seguinte, irmão: vou ver se dá pra mim ir hoje praí.

A: Então, se não der, arruma umas ferramentas (armas) aí. Nem que seja uns oitão. Pra gente juntar o baguio aí e sair no bonde aí.

B: Tá. Firmeza

Exclusivo on-line
Ouça o trecho

 

POR QUE ELA ASSOMBRA


Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Corredor do presídio de Catanduvas, (PR): banho de sol na cela

A simples idéia de ser removido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, faz os criminosos do PCC suar frio. Primeiro, por causa do isolamento que a prisão impõe: Catanduvas fica a quase 1 000 quilômetros de São Paulo, base da facção. Segundo, porque lá, no caso dos presos submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), a solidão é quase absoluta. Se, no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes (SP), os presos podem ter contato com outros ao menos na hora do banho de sol, em Catanduvas, nem isso. Lá, o prisioneiro do RDD ocupa sozinho uma cela, faz sozinho as refeições e também sozinho toma seu banho de sol. Além disso, cada agente penitenciário possui um microfone na lapela permanentemente ligado a uma central. A medida – para evitar tentativas de suborno – acaba desestimulando conversas inocentes com os vigiados. Com isso, os presos do RDD se vêem privados de qualquer contato humano. As celas são revistadas diariamente e os presos não podem manter nelas nenhum objeto pessoal, nem mesmo livros. Para seus futuros hóspedes, no entanto, Catanduvas reserva uma notícia alentadora. Diferentemente do que ocorre em Bernardes, lá as visitas íntimas poderão ser permitidas, a critério do diretor e dependendo do preso – o caso de Fernando Beira-Mar, único detento de Catanduvas hoje, ainda está sendo analisado.

Rafael Corrêa



segunda-feira, setembro 04, 2006

Entrevista com Lula

Um dia depois de comparecer à abertura do 6° Congresso Brasileiro de Jornais, onde, em discurso lido, defendeu o papel da imprensa como "a grande praça pública de debates", o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou avisar que não participaria da série de entrevistas do GLOBO com os candidatos à Presidência. O aviso de sua ausência foi feito apenas quarta-feira à noite, embora estivesse convidado a participar desde o dia 1° de agosto.  

Segundo informações do Palácio do Planalto, Lula também não comparecerá a entrevistas nos jornais "O Estado de S.Paulo" e "Folha de S.Paulo".

Lula iria encerrar a série de entrevistas, ontem à tarde. Na segunda-feira o entrevistado foi Cristovam Buarque (PDT); na terça, Heloísa Helena (PSOL); e na quarta, Geraldo Alckmin (PSDB).  

Como os demais candidatos, Lula seria entrevistado por colunistas do GLOBO, entre eles os escritores Luis Fernando Veríssimo, Paulo Coelho e João Ubaldo Ribeiro, e os jornalistas Elio Gáspari, Tereza Cruvinel, Merval Pereira, Jorge Bastos Moreno, Zuenir Ventura, Ancelmo Góis, Míriam Leitão, Chico Caruso, Flávia Oliveira, Fernando Calazans, Artur Xexéo, Cora Rónai, Artur Dapieve, Joaquim Ferreira dos Santos e Arnaldo Bloch. O formato das entrevistas foi o mesmo usado na eleição de 2002, quando Lula esteve no auditório do GLOBO, assim como seus adversários de então: José Serra (PSDB), Anthony Garotinho (PSB) e Ciro Gomes (PPS).  

Segundo Lula disse no Congresso Nacional de Jornais, antes de decidir faltar à entrevista, "a liberdade de imprensa não pode ser um valor relativo". E ele acrescentou: "Minha história política se deve muito à imprensa livre e independente". 


O jornal "O Globo" desta sexta-feira (01/09) publica na página 13 uma entrevista inédita. Trata-se das r espostas em branco de Lula às perguntas que lhe seriam formuladas por jornalistas, escritores e colunistas do jornal:  

ANCELMO GÓIS: "Em setembro de 2002, o senhor, como candidato, deu entrevista a colunistas do GLOBO. Na época, fiz uma pergunta sobre a escalada da violência. O senhor criticou FH, que, em oito anos, só tinha se reunido duas vezes com os governadores para tratar da dívida dos estados, e nunca para discutir temas como a violência. O senhor defendeu ainda a idéia de o governo federal coordenar o combate nacional ao narcotráfico e ao crime organizado. O senhor não acha que faltou ao presidente ter ouvido o candidato Lula?"
  • LULA :

LUIS FERNANDO VERÍSSIMO: "O senhor acabou fazendo um governo mais social-democrata do que se esperava. No seu segundo mandato pode se esperar um Lula ainda mais de centro atrás do consenso ou mais de esquerda?"
  • LULA :  

ELIO GÁSPARI: "O senhor conversou com Paulo Okamotto a respeito da dívida de R$ 29 mil que o PT lhe cobrou? Ele diz que não quis ficar 'enchendo o seu saco com uma coisa como essa'. Quando a dívida sumiu, o senhor teve a curiosidade de descobrir como ela foi quitada?"  
  • LULA : 

MERVAL PEREIRA: 1. "O senhor, certa vez, no auge da crise do mensalão, se disse traído. Em seguida, por diversas vezes, esteve reunido, pública ou privadamente, com vários membros do PT envolvidos nas denúncias, e sempre teve palavras de incentivo a eles. Chegou a dizer certa vez que ninguém deveria abaixar a cabeça, e que os companheiros que erraram não podem ser desprezados. Afinal, o senhor foi ou não traído? E por quem?" 2. "Quando, recentemente, o senhor disse, em reunião com intelectuais em São Paulo, que política a gente faz com quem a gente tem, e não com quem a gente quer, estava concordando com os artistas que, no Rio, admitiram que política se faz metendo a mão na merda e, mais que isso, admitindo que a real política o levou a fazer uso de esquemas como o mensalão para organizar sua maioria no Congresso?" 3. "Por melhor que seja a situação econômica internacional, por melhores que sejam os números da economia brasileira hoje, o crescimento continua tão medíocre quanto no governo anterior, que o senhor tanto critica. Proporcionalmente, seus resultados são até piores, pelas condições da economia internacional, sem crises e com o mundo crescendo a taxas muito maiores que as do Brasil. O que está dando errado?"  
  • LULA:

ZUENIR VENTURA: "Como candidato, o senhor promete investir em infra-estrutura, cortas gastos e reduzir impostos. Por que o senhor não fez isso como presidente?"
  • LULA :


TEREZA CRUVINEL: "Para formar uma base parlamentar, seu governo cooptou partidos e políticos que nunca tiveram nada a ver com o PT e com suas idéias. PL, PP e PTB, que vieram a ser conhecidos como partidos do mensalão. Agora, disputando a reeleição, o senhor tem o apoio de candidatos de mesmo perfil, como o senador Crivella no Rio, Newton Cardoso em Minas, e de candidatos a deputado envolvidos nos escândalos recentes. O senhor não acha que com isso está criando as condições para que os mesmos erros e delitos políticos se repitam num eventual segundo mandato?"  
  • LULA :

JORGE BASTOS MORENO: "Presidente, se, como o senhor diz, está para nascer alguém que possa dar lição de ética para o senhor, já apareceu algum companheiro seu para dar a ficha técnica dos seus maiores aliados políticos em Minas, Pará e Rio de Janeiro?" 
  • LULA: 

ARTUR XEXÉO: Na campanha de 2002, o senhor se orgulhava de ser o  único candidato "que participou de todos os debates desde 1989". Estamos a um mês das eleições de 2006 e, até agora, o senhor não participou de debate algum. Há alguma chance de antes do dia 1° de outubro o senhor voltar a se orgulhar daquele comportamento?
  • LULA :

CORA RÓNAI: "Presidente, o senhor se considera um bom pai?"
  • LULA :


CHICO CARUSO: "O senhor é a favor ou contra o sistema de cotas raciais para acesso a universidades?" 
  • LULA :  

ARNALDO BLOCH: "O Lula que aparece hoje no horário gratuito é um ser independente, sem filiação partidária, sem companheiros históricos, um herói solitário. Expurgar o PT da sua trajetória política não é faltar com a verdade? Não é ser injusto com aqueles que se mantiveram fiéis e não pactuaram com a corrupção, a 'banda boa'? Não é como dar um soco na militância que, ao longo das décadas, o ajudou a sobreviver politicamente? Enfim, uma vez que virou as costas ao PT, gostaria de saber com que partido o senhor se identifica hoje, já que, a exemplo da última campanha, continua a trocar apoios com uma gama bastante variada de tendências políticas " .
  • LULA :  


MÍRIAM LEITÃO: "Candidato, ainda que a grande dúvida sobre seu governo seja no campo da corrupção, o senhor muda tanto de explicação para os escândalos que ficarei em outro tema. O senhor me disse, numa entrevista em 2002, a seguinte frase: 'Míriam, eu vou te dizer uma coisa porque eu quero que você me cobre depois: eu vou fazer reforma agrária sem uma ocupação e sem uma morte'. Atendendo ao pedido, aqui vai a cobrança: foram 880 ocupações e 72 mortes pelos dados oficiais do seu governo que vão apenas até março. Como o senhor explica ter errado tanto?"
  • LULA :


FERNANDO CALAZANS: "Presidente, quais foram a maior vitória e a maior derrota de seu governo?" 
  • LULA :  


JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS: "Afinal, o que é ética para o senhor? Serve para o PT?" 
  • LULA :  

FLÁVIA OLIVEIRA: "A carga tributária no Brasil vem aumentando sistematicamente desde os anos 90. No governo Lula, atingiu seu mais alto nível histórico. Segundo dados da própria Receita Federal, a carga tributária em 2005 alcançou 37,37% do PIB. Para o empresariado nacional, o peso dos impostos é o principal entrave ao crescimento e à competitividade da economia, em razão dos custos que impõe à produção e à concorrência desleal dos sonegadores. O senhor concorda com essa afirmação? O que pretende fazer para diminuir a carga tributária e fazer quem sonega acertar as contas com o Fisco?" 
  • LULA :


JOÃO UBALDO RIBEIRO: "Por que o senhor se considera o melhor candidato a presidente da República? Sua eleição foi vista como a expressão de um desejo de mudanças importantes, estruturais mesmo, por parte do eleitorado. O senhor acha que promoveu essas mudanças? Caso afirmativo, quais são elas? O senhor fez inúmeras referências às 'elites' que o repudiam e lhe fazem oposição. O senhor poderia especificar que elites são essas?"  
  • LULA :  

ARTUR DAPIEVE: "Durante seu governo, o senhor pleiteou um papel de líder não apenas regional, mas também mundial para o Brasil, articulando uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU e mandando tropas para o Haiti, por exemplo. Apesar disso, assistiu passivamente a Hugo Chávez assumir este papel, inclusive pela intromissão na política de outros países. Qual será a política brasileira para a Venezuela caso o senhor conquiste o segundo mandato?"  
  • LULA :  

PAULO COELHO: "Depois de uma grande expectativa internacional criada em torno de sua eleição para presidente, que resultou inclusive em uma consagradora acolhida em Davos que eu tive oportunidade de presenciar, me parece que a visão estrangeira da política na América Latina está sendo marcada por outros mandatários no continente. A política exterior brasileira tem sido bastante coerente, mas as negociações em Doha terminaram em um retumbante fracasso - que, diga-se de passagem, não é culpa do Brasil. O país tem um 'plano B' para a Organização Mundial de Comércio? É possível uma pressão conjunta com outros governantes da América Latina, evitando cair na armadilha do discurso demagógico e inútil de alguns deles?"  
  • LULA :  

sábado, setembro 02, 2006

Bravataria do Governo Lula

MEMÓRIA:

  "Ninguém perguntará ao vitorioso se mentiu ou disse a verdade." ADOLF HITLER

 


O que veio à tona das promessas?
Na campanha eleitoral de 2002, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva fez mais de 700 promessas de diversos tipos e tamanhos. A REVISTA ÉPOCA reuniu as principais em 16 áreas e preparou um balanço minucioso
Trabalho
Lula prometia criar 10 milhões de empregos. Foram criados 4,8 milhões registrados
Educação
Lula até cumpriu as promessas do setor - menos as que exigiam investimento
Saúde
Lula cumpriu várias promessas. Em especial, as que rendem benefícios para sua imagem
Habitação
No último ano de mandato, Lula liberou R$ 1 bilhão para moradia popular
Segurança
O governo Lula temeu o desgaste político e recuou na briga por mudanças
Corrupção
O governo investiu na prevenção de fraudes. Mas o escândalo do valerioduto foi forte
Cultura
Gilberto Gil cantou muito. Até que ponto as promessas foram além do gogó?
Economia
Lula cumpriu as promessas da Carta ao Povo, mas não os compromissos do programa do PT
Comércio exterior
Lula dobrou as exportações, mas sua política teve benefícios de fora
Defesa Nacional
Lula priorizou a Missão de Paz no Haiti, mas não investiu na defesa das fronteiras
Reforma Agrária
Defensor dos sem-terra, Lula fez só o mínimo para não desagradar aos movimentos sociais
Agricultura
O setor passa pela pior crise dos últimos anos e Lula não cumpriu todas as promessas
Meio ambiente
O desmatamento na Amazônia caiu 31%. Mas o Brasil ainda perde muitas florestas
Infra-Estrutura
O setor não anda. E a falta de investimentos é um dos entraves da economia
Racismo
Lula teve o mérito de pôr o racismo em pauta. Mas as "cotas" conseguiram pouco resultado
Ação Social
A mais ambiciosa promessa de Lula não foi cumprida. Mas o governo mudou tudo
 
"Quando  os  HOMENS vivem SEM uma AUTORIDADE para imporRESPEITO, a VIDA  se transforma numa GUERRA de todos contra todos! Não há lugar nem para o TRABALHO, pois seus frutos são incertos. E o que é pior: haverá sempre o MEDO e oRISCO da morte violenta. A VIDA do HOMEM é pobre, triste, sem esperanças, BRUTA, e curta! "     
                                                    * THOMAS HOBBES *
 
 

Bravataia do Governo Lula

 
MEMÓRIA:

  "Ninguém perguntará ao vitorioso se mentiu ou disse a verdade." ADOLF HITLER

 


O que veio à tona das promessas?
Na campanha eleitoral de 2002, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva fez mais de 700 promessas de diversos tipos e tamanhos. A REVISTA ÉPOCA reuniu as principais em 16 áreas e preparou um balanço minucioso
Trabalho
Lula prometia criar 10 milhões de empregos. Foram criados 4,8 milhões registrados
Educação
Lula até cumpriu as promessas do setor - menos as que exigiam investimento
Saúde
Lula cumpriu várias promessas. Em especial, as que rendem benefícios para sua imagem
Habitação
No último ano de mandato, Lula liberou R$ 1 bilhão para moradia popular
Segurança
O governo Lula temeu o desgaste político e recuou na briga por mudanças
Corrupção
O governo investiu na prevenção de fraudes. Mas o escândalo do valerioduto foi forte
Cultura
Gilberto Gil cantou muito. Até que ponto as promessas foram além do gogó?
Economia
Lula cumpriu as promessas da Carta ao Povo, mas não os compromissos do programa do PT
Comércio exterior
Lula dobrou as exportações, mas sua política teve benefícios de fora
Defesa Nacional
Lula priorizou a Missão de Paz no Haiti, mas não investiu na defesa das fronteiras
Reforma Agrária
Defensor dos sem-terra, Lula fez só o mínimo para não desagradar aos movimentos sociais
Agricultura
O setor passa pela pior crise dos últimos anos e Lula não cumpriu todas as promessas
Meio ambiente
O desmatamento na Amazônia caiu 31%. Mas o Brasil ainda perde muitas florestas
Infra-Estrutura
O setor não anda. E a falta de investimentos é um dos entraves da economia
Racismo
Lula teve o mérito de pôr o racismo em pauta. Mas as "cotas" conseguiram pouco resultado
Ação Social
A mais ambiciosa promessa de Lula não foi cumprida. Mas o governo mudou tudo
 
"Quando  os  HOMENS vivem SEM uma AUTORIDADE para imporRESPEITO, a VIDA  se transforma numa GUERRA de todos contra todos! Não há lugar nem para o TRABALHO, pois seus frutos são incertos. E o que é pior: haverá sempre o MEDO e oRISCO da morte violenta. A VIDA do HOMEM é pobre, triste, sem esperanças, BRUTA, e curta! "     
                                                    * THOMAS HOBBES *